CNBB emite nota de pesar pelo falecimento de Dom Manoel Pestana, Emérito de Anápolis

A causa
pró-vida ganha um “intercessor junto do Pai” assinala o Pe. Lodi do Pró-vida de
Anápolis.+ Dom
Manoel Pestana Filho

BRASILIA,
12 Jan. 11 / 02:24 pm (ACI).- Faleceu em Santos (SP), na manhã do último sábado, 8,
o Bispo emérito da diocese de Anápolis (GO), Dom Manoel Pestana Filho, com 82
anos. Ele foi bispo da diocese goiana durante 25 anos entre 1979 e 2004. Dom
Manoel estava na casa das Irmãs da Toca de Assis quando foi encontrado sem
sinais de vida. Ainda
foi transportado para o pronto socorro, mas no caminho foi constatado óbito. A
nota da CNBB foi assinada por Dom Dimas Lara Barbosa, Secretário Executivo da
conferência episcopal. Abaixo a nota publicada no site da CNBB:

 “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só. Mas, se morre,
produz muito fruto” (Jo 12,24).

Causou-nos profunda tristeza a notícia da morte do bispo emérito de Anápolis-GO,
Dom Manoel Pestana Filho, ocorrida ontem, dia 8, em Santos-SP, sua cidade natal.
Manifestamos, pois, nosso pesar e nossa solidariedade aos familiares de Dom
Manoel, bem como à diocese de Anápolis e a seu bispo diocesano, dom João Wilk.

Durante 25 anos, de 1979 a
2004, Dom Manoel exerceu um fecundo ministério pastoral à frente da Diocese de
Anápolis, marcado por um inquebrantável compromisso de fidelidade a Jesus
Cristo e à sua Igreja,
na permanente defesa e promoção da fé, da vida e da dignidade da pessoa humana.

Alenta-nos, neste momento de dor e lágrimas, a palavra do Evangelho, que
assegura a verdadeira vida para o que crê em Jesus Cristo: “Eu sou
a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E
todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais” (Jo 11,25-26).

Dom Manoel Pestana foi um conhecido defensor da vida no Brasil, conforme
destaca o Pe. Luis Carlos Lodi, líder do Pró-vida de Anápolis, fundado pelo
próprio Dom Manoel:

“Foi ele que em pessoa resolveu fundar em Anápolis o movimento Pró-Vida em
1989, quando recebeu em sua diocese a visita de um grupo de militantes da
“Human Life International” (HLI) dos Estados Unidos, acompanhados de Mons. Ney
Sá Earp, grande líder pró-vida do Rio de Janeiro. O Pró-Vida de Anápolis
funcionou de início na própria Cúria Diocesana, dirigido pessoalmente por ele,
juntamente com alguns leigos. De lá saíam os que iam aconselhar gestantes, dar
palestras em escolas e fazer manifestações contra o aborto. Ele próprio
introduziu o costume de se fazer, em cada dia 28 de dezembro, a Marcha dos
Santos Inocentes, na qual crianças
atravessavam as ruas da cidade enquanto adultos falavam ao megafone contra o
aborto”, destacou o Pe. Lodi em um recente artigo.

“Quando, assustado pelo perigo da iminente legalização do
aborto
no Brasil, sugeri a Dom Manoel que organizássemos uma caravana a
Brasília, a resposta foi um “sim” entusiástico. Em 16 de agosto de 1996, ele se
dirigia à Praça dos Três Poderes juntamente com cerca de 3000 pessoas portando
faixas e cartazes pró-vida. Naquele ano e no ano seguinte, estava em pauta o
perigoso Projeto de Lei 20/91, que pretendia obrigar o SUS a praticar aborto.
Quase toda semana tínhamos que ir a Brasília em ônibus fretados para impedir a
aprovação do projeto. Conosco estava sempre Dom Manoel, que deixava de lado
todos os seus afazeres na Cúria Diocesana”, recorda o sacerdote.

Segundo o Pe. Lodi, “a morte de Dom Manoel está longe de ser um sossego para os
promotores do aborto. Ao contrário: à semelhança do grão de trigo, que só dá
frutos quando morre, da morte desse Bispo devemos esperar grandes frutos para
nossa terra. Ele morreu como vítima, oferecida com Cristo em nosso favor”.
“Agora, ganhamos um intercessor junto ao Pai”, finalizou.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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