Células estaminais amnióticas são futuro da medicina, diz perito italiano

ROMA, 04 Fev. 10 (ACI) .O biólogo e geneticista italiano Giuseppe Simoni, diretor do Biocell Center, o primeiro centro no mundo que desenvolveu um método de tratamento e conservação das células estaminais do líquido amniótico, explica as vantagens e potencialidades de trabalhar com elas e não utilizar as células estaminais embrionárias, cujo uso implica acabar com a vida de um embrião humano.

Em entrevista concedida à revista Communio e reproduzida pelo L’Osservatore Romano, Simoni, quem foi ademais titular da cátedra de genética da Universidade de Milão e diretor do Laboratório de genética médica do hospital San Paolo, assinala que “o estudo do líquido amniótico e das células estaminais que contém não estão em contraste com nenhum princípio ético”.

O perito biólogo afirma que estas constituem “a resposta que a natureza nos proporciona para obter estaminalidade embrionária sem tocar o embrião. Além disso, com o líquido amniótico se tem a possibilidade de trabalhar com células e material pertencente ao mesmo indivíduo, fato fundamental para as questões que estão relacionadas com o rechaço e que ademais não se pode apreciar com as (células) estaminais embrionárias: estas nunca poderão ser utilizadas no mesmo indivíduo”, pois o embrião se desfaz ao finalizar o processo.

“Como se pode deduzir deste fato, com frequência as opções éticas encontram seu sustento na mesma medicina”, acrescenta o geneticista.
Depois de comentar que o estudo das células estaminais do líquido amniótico é o futuro da medicina, porque “são um componente muito importante de nosso corpo do que ainda conhecemos muito pouco e que devemos conhecer mais”, Simoni afirma que “investimos todo nosso trabalho na convicção de que o estudo das células amnióticas poderia levar a entender melhor muitos fenômenos, e portanto melhorar a vida dos doentes, curar patologias que hoje são incuráveis e fazer mais eficazes os remédios já utilizados”.

“Ademais, no campo das células amnióticas estamos nos inícios: tudo deve ser estudado ainda, verificado, demonstrado. As possibilidades são verdadeiramente muitas e as esperanças infinitas”, acrescenta.

“À diferença das (células) estaminais embrionárias, em um futuro não longínquo cada um poderia possuir suas próprias células amnióticas, ou talvez entre seus parentes ter uma disponibilidade de células amnióticas compatíveis. Em oposição, com as embrionárias o discurso é mais complicado, é preciso encontrar o embrião, desenvolver as linhas compatíveis. tudo isto custa e poderia gerar excessivos ganhos. Tudo isto último é incompatível com nossa missão e irreconciliável com nosso código ético”.

Simoni indica que no Biocell Center, o centro que dirige, “acreditam que deve a Pessoa, com P maiúscula, dever ser colocada ao centro dos trabalhos “porque o mais importante é “a satisfação de dar a própria contribuição a uma vida, que dar a solução de um problema. Isto talvez seja um pequeno passo para o conhecimento da realidade e daquela maravilhosa criatura que é nosso corpo, verdadeira e própria missão para os investigadores de qualquer fé”.

Mais informação: http://www.biocellcenter.com

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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