Católicos que promovem aborto não podem receber Comunhão, reitera o Cardeal Burke

Cardeal
Raymond Burke, Prefeito da Assinatura Apostólica

VATICANO,
29 Nov. 10 / 03:31 pm (ACI).- O Prefeito da Assinatura Apostólica da Santa Sé, o
agora Cardeal Raymond Burke, reiterou que os políticos católicos que defendem,
promovem e/ou apóiam o aborto não podem
receber a comunhão.

O Cardeal que preside o que poderia ser considerada a “Corte Suprema”
no Vaticano, fez estas declarações nas vésperas do Consistório de 20 de novembro
no qual o Papa Bento
XVI
criou 24 novos cardeais.

Em diálogo com a jornalista Tracey McClure que o entrevistou sobre o fato de
que em alguns lugares não se está aplicando esta recomendação de restringir o
acesso à Eucaristia
a católicos abortistas, o Cardeal explicou que esta disposição obedece as
normas da Igreja.

O Cardeal Burke disse que “com respeito à pergunta sobre se é que pode
receber a Santa Comunhão uma pessoa que pública e obstinadamente defende o
direito de uma mulher a abortar o filho que leva em suas entranhas, parece-me
algo claríssimo nos 2000 anos de tradição da Igreja: a Igreja afirmou
energicamente que uma pessoa que está pública e obstinadamente em pecado grave
não deve aproximar-se para receber a Santa Comunhão e, se ele ou ela o faz,
então deve ser-lhe negada a Santa Comunhão”.

O Prefeito explicou que a sanção de negar a Comunhão a uma pessoa que dissente
publicamente dos ensinamentos da Igreja procura “evitar que a pessoa
cometa um sacrilégio. Em outras palavras, evitar que receba o Sacramento
indignamente, já que a santidade do Sacramento mesmo exige estar em estado de
graça para receber o Corpo e o Sangue de Cristo”.

“É desalentador que alguns membros da Igreja digam que não entendem isto
ou que digam que de alguma maneira existe um atenuante para alguém que, embora
esteja pública e obstinadamente em pecado grave, possa receber a Santa
Comunhão”, disse o Cardeal.

“Esta resposta por parte de muitos membros da Igreja provém da experiência
de viver em uma sociedade que está completamente secularizada, e a idéia que
está gravada a fogo -o pensamento centrado em Deus que marcou a disciplina da
Igreja- não a entendem facilmente os que são bombardeados cada dia com uma
espécie de aproximação sem Deus ao mundo e a muitas questões. É por isso que eu
busco não me desanimar para continuar proclamando a mensagem em uma forma que
as pessoas possam entender”.

O Cardeal pediu aos bispos
que neste tema não deixem sozinhos os seus sacerdotes diante dos católicos que
defendem ou promovem o aborto: “para mim, não foi fácil confrontar esta
questão diante de alguns políticos católicos. E tive alguns sacerdotes que
falaram comigo e me contaram como é difícil quando eles têm indivíduos em suas
paróquias que estão em uma situação de pecado público e grave (.) então, eles
voltam o olhar para o Bispo para serem animados e inspirados para enfrentar
esta situação”.

Por isso, “quando um bispo adota medidas pastorais apropriadas sobre este
tema, também está ajudando a muitos outros bispos, e também os
sacerdotes”.

O Cardeal Burke insistiu ainda que é necessário pregar esta mensagem “a
tempo e fora de tempo, tanto se ela for calidamente recebida como quando não é
recebida, ou é recebe resistência ou é criticada”.


Para ouvir as declarações do Cardeal (em inglês) pode ingressar em:
http://212.77.9.15/audiomp3/00236048.MP3

 

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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