Casamento e bem comum

Declaração dos bispos do Estado de Washington sobre a lei estadual que pretende redefinir o casamento

ROMA, (21/02/2012 – ZENIT.org) – Reproduzimos a seguir a Declaração dos Bispos do Estado de Washington, Estados Unidos, que se opõem à mudança na definição legal do casamento e convida os cidadãos a se mobilizarem contra ela.

***

O Estado de Washington apresentou um projeto de lei que pretende mudar a definição do matrimônio contida na legislação existente.

(…) O casamento é o reconhecimento público de uma relação entre um homem e uma mulher com a implicação de certos direitos e responsabilidades por parte de ambos. Mas ele é muito mais do que isso. O casamento é considerado, a partir da fé e das tradições sociais, como o fundamento da civilização. É fato reconhecido há muito tempo que a estabilidade da sociedade depende da estabilidade da vida familiar, na qual um homem e uma mulher concebem e criam uma nova vida.

Desta forma, o reconhecimento civil do matrimônio tem permitido a inúmeras gerações de crianças a incomparável vantagem de experimentar o amor de uma mãe e de um pai comprometidos um com o outro em uma união de vida.

Ao definir o casamento tanto em termos de relacionamento entre um homem e uma mulher quanto considerando o seu papel crucial para garantir a sucessão de gerações, o Estado reconhece a contribuição inestimável que os casais unidos em matrimônio prestam à sociedade.

Os casais que geram filhos fazem sacrifícios e assumem riscos e obrigações especiais para o bem da sociedade. Por esta razão, o Estado compreendeu há muito tempo o próprio grande interesse em reconhecer e apoiar essas mães e esses pais mediante um conjunto específico de leis.

Se a definição de casamento for alterada, já não haverá leis específicas que reconheçam e apoiem a contribuição insubstituível que os casais pretam à sociedade e ao bem comum, ao chamarem à vida as novas gerações.

A lei atual do Estado de Washington, que define o casamento como “um contrato civil entre um homem e uma mulher”, não se fundamenta em um credo religioso, mas na razão e na experiência da sociedade.

Ela reconhece o valor do matrimônio como um vínculo de relações pessoais, mas também como o único e insubstituível potencial que um homem e uma mulher possuem de conceber e alimentar uma nova vida, contribuindo assim para a continuação do gênero humano. Uma mudança na lei significaria para o Estado o não reconhecimento das contribuições únicas e dos sacrifícios feitos por esses casais, além de um posicionamento do Estado ao lado de forças que trabalham para minar a vida familiar.

Por estes motivos, nós, os bispos católicos do Estado de Washington, conclamamos os cidadãos deste Estado a manterem a definição legal de casamento. Pedimos a cada um que reze pelos casais unidos em matrimônio e pelas famílias, e que faça todo o possível para ajudá-los.

Convidamos a todos a entrar em contato com o senador do seu Estado e com os seus dois representantes, a fim de instá-los a defender a definição jurídica atual do casamento como união entre um homem e uma mulher.

Arcebispo Dom J. Peter Sartain (Seattle)
Bispo Dom Blasé J. Cupich (Spokane)
Bispo Dom Joseph J. Tyson (Yakima)
Bispo Dom Eusebio Elizondo (auxiliar de Seattle)

Compartilhe!

    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
    Adicionar a favoritos link permanente.