Cardeal Rylko explica as “três leis” de Bento XVI para a evangelização

ROMA, 21 Set. 11 / 05:29 pm (ACI/EWTN Noticias) O Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanyslaw Rylko, explicou as “três leis” propostas pelo Cardeal Joseph Ratzinger-Bento XVI para o processo da evangelização na qual devem estar envolvidos todos os fiéis da Igreja.

Em um artigo publicado na edição de 21 de setembro do jornal vaticano L’Osservatore Romano, o Cardeal Rylko explica a urgência da evangelização no mundo de hoje como missão insubstituível da Igreja em meio de uma sociedade relativista.

Para explicar as três leis propostas pelo então Cardeal Ratzinger, o Cardeal Rylko recorda uma exposição do agora Papa Bento XVI pronunciada em 10 de dezembro do ano 2000 na ocasião de um congresso de catequistas e professores de religião.

Naquela oportunidade, o ainda Cardeal Joseph Ratzinger se referiu à “crise de Deus” no mundo, em que “com freqüência os cristãos vivem como se Deus não existisse”.

Com essa premissa, o Cardeal Ratzinger elaborou três leis para a evangelização. A primeira é a “lei de expropriação”.

Os cristãos, diz o Cardeal Rylko, “não somos os amos mas humildes servos da grande causa de Deus no mundo. São Paulo escreve: ‘não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus Senhor, quanto a nós, somos seus servidores por amor a Jesus'”.

“Por isso o Cardeal Ratzinger sublinhava com força que ‘evangelizar não é simplesmente uma forma de falar, e sim uma forma de viver: viver na escuta e fazer voz do Pai”.

A evangelização, prossegue o Cardeal vaticano, “não é então mais um assunto privado, porque detrás sempre está Deus e sempre está a Igreja” para o qual é necessário manter-se em constante oração.

A segunda lei da evangelização, prossegue o Cardeal Rylko, “é aquela que aflora da parábola do grão de mostarda”. “‘As realidades grandes começam em humildade’, dizia o Cardeal Ratzinger. Assim, Deus tem uma predileção particular pelo pequeno”.

“A parábola do grão de mostarda diz que quem anuncia o Evangelho deve ser humilde, não deve pretender obter resultados imediatos, nem qualitativos nem quantitativos, porque a lei dos grandes números não é a lei da Igreja”.

Isso acontece, explica o Cardeal Rylko, porque o amo da colheita é Deus e Ele decide os ritmos, os tempos e as modalidades de crescimento do grão. Esta lei então nos cuida da desesperança em nosso esforço missionário, sem nos eximir de dar tudo como nos recorda isso o Apóstolo de Gentes: ‘quem semeia escassamente, recolhe escassamente; quem semeia amplamente, recolherá com amplitude’.

A terceira lei tem que ver com a morte do grão de mostarda para dar fruto: na evangelização sempre está presente a lógica da Cruz.

Sobre isto dizia o Cardeal Ratzinger: “Jesus não redimiu o mundo com belas palavras, mas com seu sofrimento e sua morte. Sua paixão é a fonte inesgotável de vida para o mundo, a paixão dá força à sua palavra”.

O Cardeal Rylko recorda, como exemplo, a força e o testemunho dos mártires de toda a história, que constituem o “grande patrimônio espiritual da Igreja e um luminoso sinal de esperança para seu futuro”.

Diante dos muitos retos e desafios que se apresentam neste terceiro milênio, continua, “a esperança não deve nos abandonar jamais. O sucessor de Pedro nos assegura que Deus ‘também hoje encontrará novos caminhos para chamar os homens e quer ter consigo a nós como seus mensageiros e servidores'”.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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