Cadê a Indignação?

Uma reportagem da revista VEJA (n°2227 – 27 julho 2011) com este título, informa que  foi publicado o relatório da maior investigação já realizada pelo Tribunal de Contas da União sobre o sistema de compras do governo federal.

Entre outras coisas diz:
“A auditoria esquadrinhou 142.000 contratos do governo Lula, envolvendo gastos superiores a 100 bilhões de reais. Os auditores encontraram mais de 80.000 indícios de irregularidades que foram catalogadas em sete modalidades principais de fraudes… algo se perdeu entre os cidadãos que trabalham, estudam e pagam impostos escorchantes –  a indiganação…

É preciso que a indignação ressurja e se traduza em manifestações enfáticas por parte da sociedade.Só a mobilização forte e permanente obrigará a Justiça e os políticos a tomar medidas sumárias para limpar a administração publica dos ladrões, colocá-lo na cadeia -sim, na cadeia – e fazê-los devolver as quantias roubadas ao Erário…. O que mais provoca indignação é a absoluta normalidade com que essas manobras são encaradas.

O relatório do TCU também tipificou a figura da “empresa coelho” ,como uma artimanha para aumentar artificialmente o preço cobrado para fazer obras ou prestar serviços ao estado. Funciona assim: a empresa oferece um preço lá em baixo, ganha a concorrência e, depois, desiste em favor da segunda colocada – esta sim com preços nas nuvens. O TCU flagrou, atenção, uma empresa que ganhou e desistiu ou foi desclassificada 12.370 vezes. Guarde esse número e indigne-se.”

É de arrepiar e revoltar o tamanho da corrupção implantada no governo federal e denunciada pelo TCU, publicado pela revista VEJA.

Mas, por que não há a indignação do povo diante de tanto roubo?

Algumas causas são identificáveis, como alguns jornalistas já tem mostrado: os pobres são calados com a Bolsa Família, os movimentos sociais recebem fartas verbas do governo e estão dominados; os sindicatos estão nadando em dinheiro das contribuições sindicais obrigatórias e ajuda do governo, e não se manifestam; os estudantes que são os mais indignados normalmente, estão anestesiados porque o governo banca a UNE – União Nacional dos Estudantes, paga seus eventos e encontros… e assim por diante. Sobra a classe média trabalhadora, que sua a camisa para se manter e pagar os impostos e não tem tempo para gritar. Então, “está tudo dominado”, e o roubo acontece sem punição.

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Fonte: Revista VEJA – Edição 2227 – n° 30 – 27/7/2011

http://www.veja.com.br

 
É de arrepiar e revoltar o tamanho da corrupção implantada no governo federal e denunciada pelo TCU, publicado pela revista VEJA.

Mas, por que não há a indignação do povo diante de tanto roubo?

Algumas causas são identificáveis, como alguns jornalistas já tem mostrado: os pobres são calados com a Bolsa Família, os movimentos sociais recebem fartas verbas do governo e estão dominados; os sindicatos estão nadando em dinheiro das contribuições sindicais obrigatórias e ajuda do governo, e não se manifestam; os estudantes que são os mais indignados normalmente, estão anestesiados porque o governo banca a UNE – União Nacional dos Estudantes, paga seus eventos e encontros… e assim por diante. Sobra a classe média trabalhadora, que sua a camisa para se manter e pagar os impostos e não tem tempo para gritar. Então, “está tudo dominado”, e o roubo acontece sem punição. Como quebrar as grades dessa cadeia?

[Prof. Felipe Aquino]

 

 

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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