Bicentenário: Papa celebrará Missa por latino-americanos

Dia 12 de dezembro, na Basílica de São Pedro

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 17 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI presidirá uma Missa pelos povos latino-americanos no bicentenário da sua independência, no próximo dia 12 de dezembro, às 17h30, na Basílica de São Pedro.

O anúncio foi feito por meio de um comunicado da Comissão Pontifícia para a América Latina, que convidou o Papa para presidir esta celebração no dia da festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina.

À Eucaristia, prevê-se a assistência da Cúria Romana, do corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé e ao governo italiano, pessoas de países latino-americanos residentes em Roma e significativas personalidades públicas procedentes expressamente da América Latina.

Todas as pessoas interessadas em assistir a esta Missa na Basílica Vaticana podem solicitar seu convite – gratuito – com antecedência na Prefeitura da Casa Pontifícia e retirá-lo no Portão de Bronze nos dias prévios a 12 de dezembro.

A Comissão Pontifícia para a América Latina destacou o desejo da Santa Sé de unir-se às celebrações comemorativas “com uma iniciativa de especial relevância”.

Neste sentido, sublinhou que “o Santo Padre Bento XVI acolheu, com vivo beneplácito, a proposta feita pela Pontifícia Comissão para a América Latina para presidir uma solene Celebração Eucarística na Basílica de São Pedro por ocasião do bicentenário dos países latino-americanos”.

Gesto de afeto

Segundo a Comissão Pontifícia para a América Latina, “esta iniciativa representa um gesto de muita atenção, carinho e solidariedade da parte do Santo Padre com relação ao povo e às nações do ‘Continente da Esperança’, como foi denominado pelos pontífices, de Paulo VI e Bento XVI”.

“É, sem dúvida, expressão da solicitude pastoral com que o Santo Padre Bento XVI abraça os povos nos quais foi semeado o Evangelho de Jesus Cristo, nos quais amadureceram seus preciosos frutos, onde estão presentes 40% dos batizados da Igreja Católica, unidos na filial devoção à Santíssima Virgem Maria e em comunhão das suas igrejas locais com a Sé de Pedro”, disse.

“Por último – acrescenta o comunicado -, esta iniciativa é sinal da contribuição original que a Igreja Católica oferece para comemorar, à luz da verdade histórica, este ‘bicentenário’, a fim de iluminar a atual situação da América Latina e alimentar a esperança de um futuro de paz e justiça.”

Documentos e celebrações

Os episcopados da América Latina e o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) também estão participando das grandes comemorações deste aniversário.

“Foram publicados numerosos documentos e declarações das conferências episcopais e dos bispos em particular, e houve diversos programas eclesiais de celebrações nos âmbitos litúrgico, acadêmico e editorial”, indica o comunicado.

Todas estas comemorações se concentram em um lapso de tempo que compreende os anos 2010-1014, com exceção do Peru e do Brasil, que comemoram o bicentenário da sua independência nos anos 2020-2022.

De fato, explicou a Comissão Pontifícia, o processo de emancipação dos países latino-americanos em “terra firme” se desenvolveu entre 1808 e 1824, ainda que será necessário também incluir a independência do Haiti (1804), aquela posterior de Cuba (1898) e as mais recentes do Caribe.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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