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  • Bento XVI: A Teologia da Libertação foi um “milenarismo” que não se justifica

    Categoria: Artigos



    Muitas vezes o Papa Bento XVI se pronunciou sobre a teologia da libertação marxista, sempre a condenando pesadamente. Em 1985 escreveu o célebre artigo: “Eu vos explico a teologia da libertação”, mostrando todo o perigo desta heresia, que ele chamou de “”singular”, e a pior de todas.

    Quando o Papa Bento XVI veio ao Brasil, em maio de 2007, durante o voo da Itália ao Brasil, deu uma entrevista aos jornalistas, onde falou da triste Teologia da Libertação, dizendo que ela foi “uma forma do Milenarismo que não tem justificação na atual realidade latino-americana, especialmente ante a difusão da autêntica preocupação social da Igreja”.

    (Fonte: http://www.acidigital.com/archivo.php?fecha=2007-05-09)

    O Papa se referiu à Teologia da Libertação como um “fácil Milenarismo, que acreditou melhorar as condições de vida com a revolução”. O Milenarismo é a heresia que acreditava na iminência do fim do mundo e o advento de um reino terreno de paz e justiça perfeitas que duraria mil anos.

    Sobre o milenarismo diz o Catecismo da Igreja no parágrafo 676:

    “Esta impostura anticrística já se esboça no mundo toda vez que se pretende realizar na história a esperança messiânica que só pode realiza-se para além dela, por meio do juízo escatológico: mesmo em sua forma mitigada, a Igreja rejeitou esta falsificação do Reino vindouro sob o nome de milenarismo, sobretudo sob a forma política de um messianismo secularizado, “intrinsecamente perverso”.

    As ideias da Teologia da Libertação, disse o Papa aos jornalistas, “eram errôneas, mas isto todos já sabem”. Ele  disse aos jornalistas que “a missão da Igreja é religiosa, mas se abre às soluções dos grandes problemas sociais”. Bento XVI disse que  “há sempre espaço para um debate legítimo sobre como criar as condições para a libertação humana e sobre como fazer eficaz a doutrina da Igreja e indicar as condições humanas e sociais, as grandes linhas nas quais os valores podem crescer”.

    Entretanto, o Papa esclareceu que hoje “mudou profundamente a situação na qual a teologia da libertação nasceu”. “É evidente que as fáceis promessas que faziam acreditar que podem conseguir de uma revolução as condições para uma vida completa estavam equivocados; isto agora sabem todos e o ponto é como a Igreja deve estar presente na luta pela justiça: sobre isto se dividem teólogos e sociólogos”.

    O Papa disse aos jornalistas que “antes de ser Pontífice, na Congregação para a Doutrina da Fé tratamos de fazer uma ação de discernimento para nos liberar dos falsos milenarismos e da politização”.

    Mais uma vez, em 05/12/2009, no Vaticano, falando aos  Bispos do Brasil da região Sul 3 e Sul 4 em visita ad limina, o Papa advertiu sobre os perigos da teologia marxista da libertação e alentou os fiéis a superarem suas graves consequências. Disse-lhes:

    “Neste sentido, amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas sequelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que «a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente» (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55)”.

    Prof. Felipe Aquino


    Prof. Felipe Aquino

    assessoria@cleofas.com.br

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.