Arquidiocese do Rio de Janeiro convoca para ato a favor da vida no Cristo Redentor

Segundo o ACI Digital (28/07/2018), atendendo à proposta do Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Arquidiocese do Rio de Janeiro fará um ato a favor da vida no próximo dia 2 de agosto, Dia do Perdão de Assis, no Cristo Redentor.

Segundo indica o site ‘ArqRio’, o ato acontecerá às 15h, Hora da Misericórdia, com a presença do Arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Regional Leste 1, Cardeal Orani João Tempesta, juntamente com seus Bispos Auxiliares e vigários episcopais. Neste mesmo horário, os sinos das igrejas do Rio de Janeiro irão repicar.

Ainda no dia 2 de agosto, a partir das 18h, o monumento do Cristo Redentor será iluminado com a cor branca e terá uma projeção da palavra “vida”, “com o objetivo de que a reivindicação de tantas pessoas contrárias ao aborto chegue até Brasília”.

Além disso, a Arquidiocese convida todos os fiéis a usar roupas brancas e a rezar com suas comunidades e paróquias nessa intenção, “para que os corações se comovam diante dos gritos de tantos inocentes ameaçados de condenação à morte”. Para isso, sugere a utilização de um subsídio que elaboraram, intitulado “Hora Santa pela Vida”.

Assim, o ato acontecerá às vésperas da realização da audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para os dias 3 e 6 de agosto, quando se debaterá a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 442/2017 (ADPF- 442), que propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.

“Esperamos que o nosso clamor chegue até Brasília, onde, no dia seguinte, começarão a ouvir as pessoas nessa discussão, que já foi decidida pelo Congresso Nacional, e que, maldosamente, querem fazer entrar por outra porta em nosso país”, alertou Dom Orani.

Este ato da Arquidiocese carioca vai ao encontro do que foi proposto pelos Bispos do Regional Leste 1, em mensagem por ocasião da ADPF 442, na qual expressaram explicitamente seu “irrenunciável compromisso com a vida desde a concepção até a morte natural, com especial atenção à vida mais fragilizada, que, no caso em questão, é a vida do nascituro” e convocaram os católicos a se posicionar contra este projeto.

Por sua vez, Dom Orani Tempesta também publicou um artigo intitulado “Na iminência do aborto, um importante alerta”, no qual reforça que “a despenalização do aborto ou a sua aprovação não constituem avanço algum, mas, ao contrário, grave retrocesso moral e cultural”.

O Purpurado também recorda que a discussão do tema cabe ao Poder Legislativo e que é preciso estar atento a esta questão sobretudo neste ano eleitoral.

“Há de existir incessante cobrança para que o Congresso Nacional feche, com chave de ouro, as portas ao aborto, bem como a exigência de projetos de ação dos partidos e dos candidatos em favor da vida nas eleições deste ano”, afirma.

Por isso, exorta a que “estejamos atentos em quem votar neste ano e nos programas dos partidos que vêm bater às nossas portas”.

“Lutar pela vida em todas as frentes lícitas e negar nosso voto a partidos e/ou candidatos que defendem o homicídio no ventre materno é também um grave dever de consciência. Ninguém pode, sob qualquer pretexto, colaborar com o mal”, acrescenta, referindo ao numeral 1868 do Catecismo da Igreja Católica.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/arquidiocese-do-rio-de-janeiro-convoca-para-ato-a-favor-da-vida-no-cristo-redentor-72309

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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