Após ministro japonês declarar que os idosos “se apressem e morram”, líderes pró-vida fazem crítica

O site ACIDIGITAL divulgou nesta quinta-feira (24 de janeiro de 2013), uma notícia informando que após Taro Asso, ministro da Economia do Japão declarar recentemente em uma reunião política sobre reformas de segurança, que os  idosos “se apressem e morram”; os líderes pró-vida se manifestaram afirmando que estes são sintomas do egoísmo moderno da sociedade, e que “refletem a outra cara da moeda da desproteção da vida humana”.

O ministro da Economia Japonesa, ainda afirmou que se estivesse na situação das pessoas de idade avançada que recebem tratamento médico: “Me despertaria sentindo-me cada vez pior sabendo que (o tratamento) foi pago inteiramente pelo governo”.

Em relação às declarações Taro Asso, a porta-voz da plataforma espanhola Derecho a Vivir (Direito a Viver), a Dra. Gádor Joya, afirmou:

“Quando se generaliza a opinião de que a vida humana não tem valor em alguma de suas etapas, por exemplo, a pré-natal, estende-se  a postura de que essa mesma vida pode ser então desprezada em qualquer outro momento.”

Acrescentou também que “estudos realizados na Holanda, país pioneiro na promoção da eutanásia legal, assinalam a confirmação da teoria da ladeira escorregadia”, segundo a qual “uma vez que se abre uma brecha legal para a eliminação de seres humanos que estão em uma fase de especial vulnerabilidade, o mais provável é um efeito multiplicador e generalizador”.

“Assim aconteceu historicamente com leis contrárias à proteção da vida humana. Na Espanha, sem ir muito longe, a aprovação de uma lei despenalizadora do aborto, supostamente em casos excepcionais, acarretou na morte de 9 seres humanos em 1985. Nos anos seguintes, foram 411. Em 1987, superou-se a marca dos 17.000 abortos. Em 2011, últimas cifras oficiais conhecidas, 118.359 seres humanos foram eliminados antes de nascer.”

Carlos Álvarez, porta-voz do Grupo Vida Digna ligado à plataforma civil Profissionais pela Ética (PPE), em entrevista ao grupo ACI disse que as declarações do ministro japonês são a prova de que “a verdadeira doença que corrói as nossas sociedades modernas é o egoísmo”.

Assinalou também: “foge-se de tudo aquilo que implica esforço e ajuda ao próximo, em especial ao mais frágil e vulnerável. Os políticos, ao parecer, estão contagiando-se depressa como se isto fosse pandêmico”.

Álvares ressaltou que “a linguagem a favor da eutanásia se reveste de diferentes linguagens conforme a conveniência”.

“No caso japonês, apresenta-se sob uma linguagem nitidamente economicista em outras nações como Países Baixos, Bélgica, Luxemburgo e França  a justificação da eutanásia se reveste de progresso e liberdade”, advertiu.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=24742

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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