Ângelus: “A verdadeira força do cristão é a força da verdade e do amor”

ppfrancisco17042013O site ACI publicou nesta segunda-feira (17/08/13), as palavras do Santo Padre prévias ao Ângelus, na Praça de São Pedro; no qual o Papa ressaltou que “fé e fortaleza caminham juntas. O cristão não é violento, mas é forte. E com qual fortaleza? Com a da mansidão, a força da mansidão, a força do amor”.

O Papa destacou um trecho da leitura do ontem no qual devemos nos atentar neste Ano da Fé: “Corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus”. E acrescentou que “também nós, durante todo este ano, tenhamos o olhar fixo em Jesus, porque a fé, que é o nosso “sim” à relação filial com Deus, vem Dele, vem de Jesus. É Ele o único mediador desta relação entre nós e o nosso Pai que está nos céus. Jesus é o Filho, e nós somos filhos Nele”.

“Mas a Palavra de Deus neste domingo contém também uma palavra de Jesus que nos coloca em crise e precisa ser explicada, porque caso contrário pode gerar mal-entendido. Jesus diz aos discípulos: ‘Julgais que vim trazer paz à terra? Não, digo-vos, mas separação’”.

“O que isso significa? Significa que a fé não é algo decorativo, ornamental. Viver a fé não é decorar a vida com um pouco de religião, como se fosse um bolo que decoramos com o glacê. Não! A fé não é isso”.

Além disso, também destacou que “a fé significa escolher Deus como critério-base da vida e Deus não é vazio, Deus não é neutro, Deus é sempre positivo, Deus é amor e o amor é positivo!”.

“Depois que Jesus veio ao mundo não podemos mais agir como se não conhecêssemos Deus. Como se fosse algo abstrato, vazio, de referência puramente nominal; não, Deus tem um rosto concreto, tem um nome: Deus é misericórdia, Deus é fidelidade, é vida que se doa a todos nós. É por isso que Jesus diz: vim trazer divisão”.

O Santo Padre explicou que “não que Jesus queira dividir os homens entre eles, pelo contrário: Jesus é a nossa paz, é a nossa reconciliação! Mas esta paz não é a paz dos sepulcros, não é neutralidade. Jesus não traz neutralidade”.

“Esta paz não é um compromisso a todo custo. Seguir Jesus implica renunciar ao mal, ao egoísmo e escolher o bem, a verdade, a justiça, mesmo quando isso requer sacrifício e renúncia aos próprios interesses. E isto sim, divide; sabemos disso, divide mesmo os laços mais estreitos”.

Mas quem divide não é Jesus, advertiu o Papa, pois “Ele coloca o critério: viver para si mesmo ou viver para Deus e para os outros, ser servido ou servir, obedecer a si mesmo ou obedecer a Deus. Eis em que sentido Jesus é ‘sinal de contradição’”.

“Esta palavra do Evangelho não autoriza o uso da força para difundir a fé. É exatamente o contrário: a verdadeira força do cristão é a força da verdade e do amor, que leva a renunciar a toda violência. Fé e violência são incompatíveis! Fé e violência são incompatíveis!”.

Ele ainda nos lembra que,  “também entre os parentes de Jesus havia alguns que em certo ponto não partilharam o seu modo de viver e pregar, diz o Evangelho. Mas sua mãe sempre o seguiu fielmente, mantendo fixos os olhos de seu coração em Jesus, o Filho do Altíssimo, e em seu mistério”.

E concluiu suas palavras dizendo que “no final, graças à fé de Maria, os familiares de Jesus tornaram-se parte da primeira comunidade cristã. Peçamos a Maria que ajude também nós a ter o olhar bem fixo em Jesus e a segui-Lo sempre, mesmo quando custa”.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=25891

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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