Ângelus: “A morte não é a última palavra sobre o destino do homem”, diz o Papa Francisco

Francisco_DanielIbanez_CNA_2708O site ACI/EWTN Noticias publicou nesta segunda-feira (03/11/14) as palavras do Papa Francisco ao presidir ontem a oração do Ângelus dominical, na Festa dos Fiéis Defuntos.

O Santo Padre recordou que “ontem celebramos a Solenidade de Todos os Santos e hoje a liturgia nos convida a celebrar os fiéis defuntos. Estas duas festas estão intimamente relacionadas entre si, assim como a alegria e as lágrimas encontram em Jesus Cristo uma síntese que é o fundamento da nossa fé e da nossa esperança”.

“Por um lado, de fato, a Igreja, peregrina na história, se alegra com a intercessão dos santos e beatos que a sustentam na missão de anunciar o Evangelho, por outro lado ela, como Jesus, compartilha as lágrimas daqueles que sofrem a separação de seus entes queridos e, por Ele e graças a Ele, agradece ao Pai que nos libertou do domínio do pecado e da morte”.

Francisco assinalou que “entre ontem e hoje muitos visitam o cemitério, que, como diz a palavra, é o ‘lugar de descanso’, à espera do despertar o final. É belo pensar que o próprio Jesus nos despertará. O próprio Jesus que revelou que a morte do corpo é como um sono do qual Ele nos desperta”.

“Com esta fé nos detemos – inclusive espiritualmente—diante dos túmulos dos nossos seres queridos, daqueles que nos amaram e nos fizeram algum bem”.

O Papa destacou que neste dia “somos chamados a recordar a todos, inclusive aqueles que ninguém se lembra”.

“Recordemos as vítimas da guerra e da violência; muitos mundos ‘pequenos’ esmagados pela fome e pela miséria; recordemos os anônimos que descansam no ossuário comum. Recordemos nossos irmãos e irmãs assassinados por serem cristãos; e aqueles que sacrificaram a vida para servir aos outros. Confiemos ao Senhor especialmente aqueles que nos deixaram neste último ano”.

“A tradição da Igreja sempre exortou os fiéis a rezarem pelos defuntos, em particular, oferecendo a Celebração Eucarística por eles: esta é a melhor ajuda espiritual que podemos dar às almas, especialmente às mais abandonadas”.

O Papa destacou que “a memória dos defuntos, o cuidado pelas sepulturas e os sufrágios são o testemunho de uma esperança confiante, enraizada na certeza de que a morte não é a última palavra sobre o destino do ser humano, porque o homem está destinado a uma vida sem limites, que tem sua raiz e sua realização em Deus”.

“Com esta fé no destino último do homem, nos dirigimos a Virgem Maria, que padeceu sob a cruz o drama da morte de Cristo e, depois, participou na alegria da sua ressurreição”.

O Papa pediu o auxílio da Virgem Maria, “Porta do Céu”, para poder “compreender sempre mais o valor da oração de sufrágio pelos defuntos. Eles estão conosco!”.

“Ela nos sustenta em nossa peregrinação cotidiana aqui na terra e nos ajuda a nunca perder de vista o objetivo final da vida, que é o Paraíso. E nós, com esta esperança que nunca decepciona, vamos em frente!”, concluiu.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-a-morte-nao-e-a-ultima-palavra-sobre-o-destino-do-homem-88348/

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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