Alerta aos Educadores – por Dom Eduardo Benes

Acabo de ler o seguinte conteúdo em Biblioteca Virtual Católica da Espanha: “As autoridades educacionais levam a pornografia e a masturbação à escola. Os professores obrigam meninos de 12 anos a examinar detidamente revistas pornográficas na classe. Isso está acontecendo na Espanha. Os professores obrigam os meninos em classe a falar de  masturbar-se. A pornografia chegou à escola onde levamos nossos filhos…Nas aulas já entrou a masturbação como matéria de aprendizagem. Os professores falam do tamanho do pênis e recomendam que comecem o quanto antes a manter relações sexuais. Muitos pais de crianças andaluzas estão apresentando denúncias porque essas são as coisas que  estão ensinando a seus filhos. E por experiência, por triste experiência, já sabemos que as maiores atrocidades cometidas por este governo começaram pela Andaluzia ou Catalunha como teste para logo implantar-se em toda a Espanha.

Não consintas que submetam teus filhos a semelhante grau de perversão. Expulsa logo essa ‘educação’ sexual de nossas escolas. Se não reagimos imediatamente, se não os fazemos parar, a promoção da homossexualidade, a pornográfia e a masturbação entrarão também no colégio de teus filhos. E, então, talvez seja tarde para reagir. E não adiantará então se queixar”.

Sabemos que no Brasil há um grupo no Ministério da Educação que pretende impor às nossas escolas coisas muito semelhantes. A impressão que se tem é que o rigor moral do Socialismo, tão exigente nos países em que se tornou ditadura, em razão do fracasso do comunismo, transformou-se, em nome da defesa de direitos, em agente de demolição dos princípios morais implantados na cultura pelo cristianismo. Neste mês de junho, em que celebramos as festas de Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus Christi, Sagrado Coração de Jesus, elevemos orações a Deus pelo nosso País, que vem sofrendo também as consequências do empenho organizado, em âmbito mundial, de destruição dos valore s humanos, fruto de dois milênios de presença da fé cristã na história.

Os fieis leigos cristãos: juristas, educadores, políticos, médicos, pais e mães de família, enfim todos, são hoje, mais que em outras épocas, chamados a assumir organizadamente nas estruturas da sociedade, em todas as instituições, a missão, que lhes é específica, de defender  a dignidade da pessoa, a importância do matrimônio e da família, bem como a zelar pela educação das crianças e dos jovens, participando e exigindo que as escolas respeitem os princípios morais derivados da natureza humana e explicitados na revelação cristã. Acabo de ouvir pela TV que a Presidente da República do Brasil mandou sustar a distribuição do material, sobre homofobia, preparado pelo MEC por julgá-lo impróprio. Quero crer que seja esta de fato a razão, uma vez que o deputado Garotinho ameaçou, caso não fosse tomada esta providência, votar a favor da CPI “Palocci”.

A ausência de ética na Política é tal que questões éticas da mais alta relevância acabam por se resolver através de trocas espúrias, imorais. Não sei dizer da necessidade de CPI no caso, mas se a consciência moral do político lhe indica esse caminho, ele não pode torná-lo objeto de barganha. Assim também aquele ou aquela que ocupa a mais alta função na República não pode ceder a pressões de quaisquer tipos quando se trata do bem real da Nação. Valores morais não podem ser objeto de troca e Brasília não pode se tornar um grande mercado onde se trocam favores e se vendem valores.

A propósito de medidas educativas para proteção das pessoas de condição homossexual, a presidente teria afirmado que o assunto deve ser mais debatido pela sociedade. Fica, pois, claro, que o que se propunha foi elaborado por um grupo restrito que não representa nem de longe o pensamento da maioria dos educadores de nosso país. Sugiro que um grupo de educad ores, psicopedagogos, psicólogos, psiquiatras e de pessoas religiosas, com formação científica na área de afetividade e sexualidade, seja convocado e possa oferecer uma alternativa à infeliz proposta do grupo agora desautorizado pela Presidente Dilma. Teriamos, então, uma proposta abrangente onde a afetividade e a sexualidade seriam abordadas no contexto mais amplo do amor, do matrimônio e da vida familiar. Dentro desse conjunto se trabalharia também a questão da homossexualidade em todos os seus aspectos, ajudando os adolescentes a se conhecerem e a aprenderem a lidar com a própria sexualidade e a respeitarem e amarem todos os outros, qualquer que fosse sua condição do ponto de vista da sexualidade.

Na verdade a proposta do referido grupo tinha o objetivo de inculturar o homossexualismo – as práticas homossexuais – e não comprender a homossexualidade e como trabalhar a questão do ponto de vista pedagógico. Mudando de assunto: nosso Congresso de l eigos está caminhando. Participe dos grupos, venha para as oficinas temáticas que se realizarão no dia 03 de setembro próximo. E lembre-se das palavras de Jesus: “Vós sois a luz do mundo e o sal da terra”.

Oxalá essa luz brilhe em todos os setores da vida de nossa sociedade, também, nas altas esferas da república!

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Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues
Arcebispo de Sorocaba – SP

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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