AIDS – 30 anos depois…

xhiv-aids.jpg.pagespeed.ic.zf06QrPV4yHá trinta anos uma equipe de pesquisadores franceses liderados pelo Dr. Luc Montagnier descobriu o vírus responsável pela chamada Síndrome da imunodeficiência adquirida, conhecida como  AIDS.

Até hoje não há uma cura completa para a doença porque o vírus é mutante, mas a medicina evoluiu bastante em seu tratamento e deu esperança de vida para muitos contaminados pelo vírus. A AIDS se tornou uma doença controlável por medicamento, embora crônica.

Trinta anos após o isolamento do HIV, em 20 de maio de 1983, a doença continua “um grande desafio para a saúde pública”, disse o infectologista Dr. Alexandre Naime Barbosa, pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu. Em artigo publicado no jornal “Estado de São Paulo” ele afirma que “a principal população a ser afetada voltou a ser a de homens que fazem sexo com homens” (21 Maio 2013,  09:03,  Estadão Conteúdo).

A doença continua a preocupar os infectologistas. Eles dizem que uma velha tendência que se julgava minimizada entre o fim da década de 1900 até o início dos anos 2000, está preocupando novamente. “A cara da epidemia mudou, as pessoas não morrem mais, mas a principal população a ser afetada voltou a ser a de homens que fazem sexo com homens”. Este grupo continua sendo o que está mais vulnerável segundo os pesquisadores.

Dr. Alexandre Barbosa lembra que, como se avançou muito no controle da doença, houve uma certa redução da percepção do risco, deixando principalmente os jovens menos cautelosos. O infectologista Dr. Ricardo Diaz, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), vê o risco de que a AIDS  saia da agenda. “Mas não deveria, porque o problema ainda existe. A taxa de novos casos se mantém constante”, afirma. No Brasil, na última década, a incidência tem sido, em média, de 37 mil casos por ano. O custo do tratamento desses contaminados é altíssimo para o Estado.

Para este infectologista é preciso dar atenção às mulheres; ele disse que “A distribuição da doença entre os gêneros está quase igual”. Se no início da epidemia chegou a ser de 28 homens para cada mulher, hoje, a cada 1,5 homem infectado, uma mulher também está. Outra recomendação é o teste universal. “Quanto mais gente for testada, mais gente será colocada em tratamento. Só assim a transmissão vai diminuir.”

Qualquer que seja a situação, a Igreja apresenta desde o início um preventivo cem por cento seguro contra a AIDS: a castidade; isto é; o solteiro não ter nenhuma forma de vida sexual, e o casado apenas com o seu cônjuge; esta é a lei santa e segura de Deus. Ela pode ser árdua, mas não decepciona, nem os homens e nem as mulheres. É feliz quem segue a lei de Deus e não a dos homens. Esses querem impedir a AIDS com a “camisinha”, que a Igreja considera imoral, por muitos motivos: contracepção contra a natureza, incentivo ao sexo fora do casamento, incentivo à prostituição, etc.

Referências Bibliográficas: http://www.dcomercio.com.br/index.php/geral/sub-menu-geral/109816-hiv-ainda-desafia-saude-publica

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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