A Rosa de Santa Teresinha

11579rosa2Não sou especialista em rosas, mas fui pesquisar, não de maneira profunda, os vários nomes de rosas, e percebi que elas têm o nome de rainhas e princesas, mas nenhum botânico teve a ideia de dar a uma delas o nome de “Rosa de Santa Teresinha”. Ah, se eu fosse botânico! Inventaria uma nova espécie de rosa com este nome para que todas as pessoas, quando quisessem uma rosa de Santa Teresinha, pudessem tê-la bem perto.

Não faz muito tempo que, meditando sobre a “História de uma Alma”, o livro mais belo saído do coração de uma jovem de 22 anos, que pode ser colocado ao lado dos livros mais famosos e dos mais lidos da humanidade, me deparei com uma frase de Santa Teresinha que tocou profundamente o meu coração e me deu o desejo de escrever aos meus amigos leitores: “SEREI O AMOR”.

Estas palavras são um projeto de vida, um caminho que Teresinha assume da Palavra de Deus, especialmente do “cântico do amor” que o apóstolo Paulo nos dá na sua primeira Carta aos Coríntios. No capítulo 13, Paulo nos revela sua mais profunda convicção de que, de nada servem todos os dons que Deus nos dá se faltar o amor. O amor é tudo.

O mesmo Deus, sendo tudo, se define como sendo Amor. E nós somos chamados a ser amor por participação. Não seremos nada se o nosso coração estiver vazio desta força divina que é capaz de gerar grandes profetas, mártires e santos. Toda pessoa, por mais simples que possa ser no seu agir, age somente por dois motivos: ou por amor, ou por falta de amor. Não há como fugir dessa realidade.

Alguém age por amor quando esquece de si mesmo, não procura nenhuma satisfação própria e tem na sua frente o outro. Por isso, é capaz de “dar a própria vida por aquele que ama”. Entretanto, não se age com amor quando, antes de qualquer ação, fazemos toda uma reflexão e um cálculo matemático para saber quanto vamos perder ou quanto vamos ganhar.

Teresinha do Menino Jesus entendeu e praticou este verdadeiro sentido do amor. Compreendeu que era necessário mergulhar no oceano infinito do amor de Deus, revestir-se desse amor para poder ser alguém útil a Deus e aos outros. Movida por este sentimento, sintetiza maravilhosamente a sua vocação: “Todavia, sinto em mim outras vocações: a de guerreiro, a de sacerdote, a de apóstolo, a de doutora, a de mártir; enfim, sinto a necessidade, o desejo de realizar, para Ti, Jesus, as mais heróicas obras.Compreendi que o Amor abrange todas as vocações, que o Amor é tudo, que abrange todos os tempos e todos os lugares. Numa palavra, que ele é Eterno! Então, na minha alegria delirante, exclamei: Ó Jesus, meu Amor. Enfim, encontrei minha vocação: é o Amor! Sim, achei meu lugar na Igreja, e esse lugar, meu Deus, fostes vós que o destes a mim. No Coração da Igreja, minha Mãe, serei o Amor. Serei tudo!”

A rosa de Santa Teresinha deveria se chamar “a rosa do amor”, e ser plantada em todos os jardins, em todos os recantos, em todas os lugares, nas praças públicas, nas casas, nas igrejas. Deveria ser a rosa símbolo do amor humano e do amor divino. Uma rosa diferente, com um perfume delicado que somente os que amam poderiam percebê-lo. Uma rosa com cores delicadas que somente seriam vistas pelos olhos que não têm maldade. Uma rosa invisível ao mal e visível ao bem, uma rosa silenciosa, mas que grita convocando todos a amar.

Frei Patricio Sciadini, OCD

http://www.asj.org.br/educacao_artigos.asp?codigo=4672&cod_curso=121

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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