A Reforma Litúrgica depois do Concílio Vaticano II

Concílio-Vaticano-II1Com a reforma litúrgica que se seguiu ao Concilio Vaticano II, a celebração eucarística abandona a língua “canônica” latina e realiza-se nas línguas nacionais para permitir uma participação mais consciente da assembléia e sua inserção ativa na ação litúrgica. Com essa mesma finalidade, o altar da celebração, fixo ou móvel, é posto fora do presbitério e voltado para a assembleia dos fiéis.

Reveste-se do caráter de altar “maior” o do presbitério, sobre o qual fica o tabernáculo para a conservação e guarda das espécies eucarísticas consagradas e não consumidas.

O presbitério é a parte da igreja normalmente separada por balaustrada, cujo acesso era proibido a pessoas estranhas ao culto e, por isso, reservado somente ao clero e seus auxiliares. Hoje essa área não está mais interditada, nem às mulheres.

Nela costuma ficar habitualmente o coro durante as celebrações solenes. Outra significativa e inovadora modificação é “o modo” como os fiéis se aproximam da Comunhão: do antigo ajoelhar-se junto à balaustrada, em vigor até os anos 70, passou-se ao atual costume de comungar em pé. Pode-se receber a hóstia consagrada diretamente na língua ou sobre as mãos.cpa_para_entender_e_celebrar_a_liturgia_1

A comunhão é dada sob as duas espécies também aos fiéis, por intinção ou por libação direta no cálice do vinho, em celebrações de particular significado para a assembléia: por exemplo, durante cerimônias de consagração religiosa e/ou secular, no final de um curso de exercícios espirituais, na administração solene de sacramentos, ou por concessões estabelecidas pelo direito canônico.

Saiba mais lendo a Constituição Conciliar Sacrossanctum  Concilium sobre a Sagrada Liturgia:

http://cleofas.com.br/wp-content/uploads/2013/11/SACROSANCTUM-CONCILIUM-.pdf

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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