A morte como solução ecológica

Graças à atuação de órgãos como a Unesco e a ONU, logo o controle populacional será consenso entre milhões de pessoas, que irão trabalhar, de forma “ecologicamente correta”, para sua própria destruição.

Em 1968, Paul R. Ehrlich deixou militantes de esquerda e direita horrorizados com o livro Population Bomb. Os de esquerda o acusavam de nazismo por querer matar metade da população pobre e os de direita por violar os direitos individuais e desvalorizar a vida humana.

Mais tarde, em 1977, Ehrlich publicou junto de outros dois autores, o livro Ecosciencie: population, ressources, environment, que trazia a mesma ideia de controle populacional mas com um maior aporte de dados científicos e apoio de cientistas engajados na causa ecológica.

A partir daí a  defesa do meio ambiente ganhou um impulso a mais e já unia-se com os militantes do controle populacional que aliciavam as Nações Unidas para incluir a meta na sua agenda de ações imediatas.

É bom lembrar que a origem do controle de natalidade é anterior e está ligada à conquista do direito ao aborto por Margareth Sanger (1879-1966) e, portanto, às ideias eugenistas e evolucionistas nas quais os nascimentos de pessoas consideradas mais aptas era preferível optando-se pelo aborto e esterilização em massa em populações pobres e consideradas geneticamente inferiores. Após a Segunda Guerra Mundial, porém, essa retórica eugenista passou a ser mal vista por motivos óbvios.

Mas no barco da ecologia, nas décadas seguintes, o controle populacional pôde finalmente voltar ao debate público, agora com a desculpa do fim dos recursos naturais, outra teoria nunca satisfatoriamente comprovada pela comunidade científica, mas que traz consigo a cativante proposta da salvação da humanidade. O fato real é que em nome dessa pretensa tese da escassez futura, muitas populações estão sendo privadas hoje desses recursos e obrigadas a integrar-se a agendas que demandam consideráveis restrições econômicas. Países da África são ameaçados de terem suas ajudas internacionais cortadas se não aderirem a programas de esterilização e descriminalização do aborto.

O livro Ecoscience: population, ressorces, enviroment, é um verdadeiro clássico do ambientalismo. Nele é sugerido explicitamente que a melhor solução para a escassez de recursos é a diminuição da taxa de crescimento da população. Como primeira e mais relevante medida, os autores sugerem a limitação da taxa de natalidade, o que deve ser implementado por meio de campanhas de planejamento familiar, legalização do aborto e estímulo de uso de contraceptivos, ou seja, uma conscientização para o voluntarismo em prol dessa causa. A segunda alternativa, caso a população não opte voluntariamente pela diminuição da taxa de natalidade, os autores explicam:

“Presumivelmente, a maioria das pessoas concorda que o único meio de atingir estes objetivos em um nível mundial é através da taxa de natalidade. A alternativa a isso é permitir o aumento da taxa de mortalidade, o que naturalmente vai acontecer caso a humanidade não optar racionalmente por reduzir a sua taxa de natalidade a tempo”1.

Sabe-se, entretanto, que programas de esterilização em massa já foram desmascarados em vários países, todos com a participação de órgãos das Nações Unidas como Unicef, Unesco, etc, cooperados com instituições locais ligadas a governos e organizações não-governamentais. Estes programas ficaram de fora dos noticiários por serem considerados “teorias da conspiração” ou teses paranóicas que careciam de evidências. De fato alguns destes casos não passaram de suspeitas devido à inacessibilidade dos dados e recursos utilizados pelas instituições em jogo. Outros casos foram amplamente divulgados e desmascarados, mas a imprensa internacional isolou-os dentro de limites das imprensas locais, não deixando que fossem conhecidos do restante do mundo.

Graças à participação de intelectuais como Ehrlich dentro das Nações Unidas, principalmente em instituições ligadas à educação e cultura como a Unesco, nossos jovens e crianças estão sendo educados com o pressuposto de que a humanidade é a causadora dos grandes males terrestres. O controle populacional passa a ser, logo logo, o consenso entre a população que irá trabalhar para a sua própria auto-destruição.

(1)   Ecoscience: Population, Resources, Environment. Contributors: Paul R. Ehrlich – author, Anne H. Ehrlich – author, John P. Holdren – author. Publisher: W. H. Freeman. Place of Publication: San Francisco. Publication Year: 1977. Page Number: 737

 Fonte:
http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/12625-a-morte-como-solucao-ecologica.html

Cristian Derosa –  jornalista

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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