A árdua luta contra o aborto

Há uma
luta constante no mundo e também no Congresso do Brasil para aprovar a prática
criminosa do aborto. A própria ONU – Organização das Nações Unidas
está hoje a favor desta luta, e   quer globalizar o aborto.

No
Congresso Nacional tramitam hoje cerca de 37 Projetos diversos que têm como
finalidade aprovar a prática do aborto. O pior deles talvez seja o do
Deputado  José Genuíno, do PT, que defende o aborto até o sexto mês
de gravidez; um calamidade sem precedentes, já que a criança nascida nesta
idade já sobrevive sem problemas.

O aborto
não é legal no Brasil, apenas o Código Civil descriminalizou o aborto,
erradamente, em caso de estupro. Refere-se ao artigo 128 do Código Penal,
inciso II. Lá não está escrito que, em caso de estupro o aborto é “legal”,
“lícito” ou “permitido”. Nem sequer está escrito que não é crime. Está apenas
escrito que tal crime, em tal circunstância, “não se pune”.

O jornal O
Estado de S. Paulo, de 9 de dezembro de 2004 trouxe a seguinte notícia:

“O
governo vai iniciar em janeiro de 2005 estudos para ampliar as possibilidades
legais de aborto, que hoje são limitadas aos casos de estupro e risco de vida
da mãe. A revisão da legislação específica é uma das metas principais do Plano
Nacional de Políticas Para Mulheres, lançado pela ministra-chefe da
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire”.

A ministra
afirmou que a partir deste janeiro (2005) uma comissão formada por governo,
Congresso e sociedade civil iniciará a revisão dos instrumentos legais
existentes no país sobre o assunto.
Diante do intento do governo de ampliar o aborto, a CNBB (Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil), pelo cardeal Geraldo Majella Agnelo, na época, manifestou-se
contrária à revisão da legislação do aborto:

«Apelamos
a todos para cultivarmos uma cultura da vida e não da morte. O menosprezo pela
vida humana tem levado aos maiores desatinos pessoas e governos no passado e no
presente e a uma escalada de violência, insegurança, vingança, assassinatos,
assaltos, roubos e aumento da miséria e da fome. Necessitamos de uma educação
para a convivência fraterna e não fratricida. O respeito aos indefesos e à vida
frágil é expressão de verdadeira cultura e humanidade». 

O Plano
Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres tem 104 páginas. Começa com
as seguintes palavras do Presidente Lula:

 “O
Plano Nacional de Políticas para as Mulheres faz parte do compromisso assumido
por este governo quando de sua eleição, em 2002: enfrentar as desigualdades de
gênero e raça em nosso país” (p. 11).

 Em
2002, o programa de governo do candidato Lula já previa a prática de abortos
pelo SUS. Em um dos “Cadernos Temáticos do Programa de Governo”,
intitulado “Saúde para a Família Brasileira”, de 26 páginas,
havia a seguinte passagem, na página 14:

         
“Agora, o governo vai mais além: pretende mudar a lei, para permitir o aborto.
E essa meta é prioritária. Assim está escrito no Plano Nacional de Políticas
Públicas para as Mulheres, em seu capítulo 3, intitulado “Saúde das
Mulheres, Direitos Sexuais e Reprodutivos” (p. 63):

 “3.6.
Revisar a legislação punitiva que trata da interrupção voluntária da gravidez.”

O Plano
traz, na sua página 5, uma menção de apoio do Fundo das Nações Unidas para a
Mulher (UNIFEM), o mesmo organismo da ONU que injeta dólares para grupos
pró-aborto no Brasil. A legalização do aborto no Brasil interessa sobretudo ao
domínio demográfico e político sobre os países do Terceiro Mundo, segundo
descrito no livro “IPPF: a multinacional da morte”, de Jorge
Scala.

 O
Papa Leão XIII disse uma vez que “a audácia dos maus se alimenta da covardia e
da omissão dos bons”. Isto não pode acontecer quando a vida é jurada de morte
no Congresso Nacional. Isto exige que todos os verdadeiros cristãos se levantem
e digam: NÃO!  ABORTO? NUNCA!

  Como
poderemos ser um país abençoado por Deus, se vamos aprovar que legalmente seja
derramado o sangue dos inocentes? 

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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