500 Anos: Reflexões sobre a Evangelização – EB

Revista “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb
Nº 463 – Ano 2000 – p. 549

por Evandro Faustino

Em síntese: A evangelização do Brasil e da América em geral tem sido controvertida. Há quem aponte os aspectos sombrios, da mesma, sem levar em conta quanto de grandioso e heróico houve por parte dos missionários e de outros cristãos desejosos de dilatar o Reino de Cristo à custa de enormes sacrifícios. O livro de Evandro Faustino põe em relevo quadros desconhecidos do grande público, que mostram o valor de muitos homens merecedores do louvor da posteridade. O texto que se segue apresenta aspectos muito positivos da evangelização do Brasil.

Evandro Faustino traz o título de Doutor em História pela Universidade de São Paulo; além do quê, é professor da Universidade de São Marcos e do Colégio São Norberto. Publicou vários livros sobre história, dos quais o mais recente se intitula: “500 Anos. Reflexões sobre a Evangelização”1. Procura por em relevo aspectos da evangelização do Brasil desconhecidos pelo grande público e omitidos por aqueles que censuram o trabalho missionário realizado no Brasil, como se fosso obra de exploração do indígena efetuada em parceria com a Coroa de Portugal ou a de Espanha.

Dada a importância da temática, reproduziremos, a seguir, algumas páginas da obra que desvendam horizontes pouco divulgados.

A  MOTIVAÇÃO  DO  MISSIONÁRIO

“Vejamos uma afirmação equívoca que se costuma propalar:

“O interesse da Igreja na catequese dos índios na América era o da exploração comercial”.
Apelemos para o bom senso. Imagine-se o leitor na pele de um jesuíta ou um franciscano, na Europa do século XVI. “Você é uma pessoa de inteligência e capacidade marcadamente acima da média, porque antes de ser admitido à Ordem teve que passar por testes rigorosíssimos em que a maior parte dos candidatos sucumbiu. Por ideal, por vocação, por Deus, você renunciou a tudo: renunciou à vontade própria pelo voto de obediência; renunciou ao santo e legítimo direito de constituir família pelo voto de castidade; renunciou aos bens da fortuna pelo voto de pobreza. Estudou, e estudou muito, durante anos e anos: filosofia, teologia, hermenêutica, pastoral.

Pois bem, agora o seu superior o chama e lhe diz: “Você vai partir para a América, para o interior do Brasil, para os sertões do Paraguai  ou para a longínqua Califórnia. Terá de fazer uma viagem por mar em que a probabilidade de morrer em um naufrágio, ou torturado por corsários calvinistas, ou escravizado por piratas árabes, é de mais ou menos  cinqüenta por ano. Vai abrir uma missão onde os indígenas já mataram três antecessores seus. Se sobreviver ao primeiro contato com eles, terá que aprender a língua dos selvagens e passar o resto da vida catequizando-os, enquanto mora em uma choupana, só, passando fome e frio, enfrentando onças e serpentes, esquecido pelos outros homens. Mas, coragem! No futuro essa missão irá prosperar, tornando-se um entreposto comercial que trará muito lucro. Você não irá receber um tostão, é claro, por que, além de ter feito voto de pobreza, provavelmente já terá morrido… Mas os futuros comerciantes brasileiros, portugueses ou italianos lucrarão às suas custas, e isso é o que importa”…

Caro leitor: esses argumentos convencê-lo-iam a vir para a América e a dedicar-se de corpo e alma à evangelização?

No entanto, eles vieram. Sofreram mais de cem naufrágios em cinqüenta anos, mas persistiram em vir. Morreram tragados pelas  ondas, ou em epidemias, ou às mãos dos corsários, mas continuaram chegando em número cada vez maior. “Apenas no período de 1686 a 1727, cento e treze jesuítas que partiram da Espanha encontraram a morte em naufrágios. Muitos outros foram vítimas de epidemias e de corsários”1.

Vencido o oceano, enfrentaram nas selvas perigos tão atrozes que fizeram muitos deles fugir2: “Os relatos descrevem missionários atravessando montanhas abruptas, florestas densas ou desertos sinistros, rios cortados por corredeiras onde as pirogas se chocam contra os escolhos. Na bacia do Paraná e do Uruguai, surgem a floresta tropical, as chuvas torrenciais, os pântanos, o calor úmido, “todos os insetos e pragas que a vingança de Deus enviara ao Egito”. […] Muitas vezes é preciso atravessar rios a pé. Conta-se que o Padre Lorenzana estava com água até o pescoço e, para se dar coragem, cantava a plenos pulmões que nada supera a busca de Cristo: “No hay tal andar como buscar a Cristo, no hay tal andar como a Cristo buscar”. E o padre Montoya, roubado pelos carregadores e abandonado na selva sob a chuva torrencial, conta que se deitou sob uma árvore para passar a noite: “A água que corria pelo chão servia-me de leito, e a que caía do céu de cobertor”1.

Que promessas de incertos lucros futuros poderiam levar uma pessoa a suportar esses sofrimentos? Que vantagens comerciais motivariam alguém a cantar assim?

Depois, quando chegavam aos índios que procuravam converter, eram frequentemente recompensados com o martírio, às vezes acompanhado de requintes de crueldade, como sucedeu ao padre Blas da Silva: “O padre Blas da Silva, tendo caído nas mãos dos paiguás, foi despido pelos bárbaros. O cacique adornou-se com as vestimentas sacerdotais e parodiou as cerimônias da religião católica, abusando do cálice para as suas bebedeiras. Como o jesuíta, encolerizado, os ameaçasse com todos os castigos do céu, ele bateu-lhe com o cálice sagrado na boca tão violentamente que fez saltar vários dentes. O missionário, no entanto, continuou a ameaçá-lo e a exortá-lo, até que o pagão, exasperado, o matou a socos”2.

Vamos supor, porém, que chegassem a voltar aos céus conventos de origem: “A saúde daqueles que voltam está minada pelo paludismo, pela disenteria, por febres de todo o tipo; o corpo está amortecido por feridas, quedas, sanguessugas, mordidas de serpentes, larvas que se instalaram entre a carne e a pele e que tiveram de ser extirpadas com pontas de ferro. O rosto está corroído pela barba e pelo sol, dilacerado pelos galhos, comido por mosquitos, moscardos, abelhas, moscas que sugam o sangue, magro de fome e de insônia. A Alma está engrandecida por Ter tocado ao mesmo tempo o céu e o inferno. Amedrontados, seus companheiros mal ousam reconhecê-los, mas os recém-chegados jogam-se nos seus braços chorando de alegria se, nessa busca pelas trevas e pelo sofrimento, conseguiram arrancar algumas almas, algumas famílias, por vezes toda uma tribo, às garras de Satanás”3.

Mesmo assim, o esforço heróico dos missionários foi adiante, sem interrupção e sem desânimos. Aos primeiros desbravamentos, seguiu-se o esforço cotidiano, silencioso e sem fim, de educar e formar na fé as sucessivas gerações. Ao lado de um Nóbrega e de um Anchieta, quem conhece os nomes de um Leonardo Nunes, um Antônio Pires, um João de Azpicuelta Navarro, que foram os seus companheiros? E das centenas e centenas de outros, sacerdotes e leigos, religiosos e seculares, graças aos quais recebemos em herança o legado precioso da fé? É monumental esse esforço, individual e coletivo, reconhecido ou não. Que força pode tê-lo motivado e sustentado, senão uma fé viva e ardente?

Converter as almas que custaram o preço do sangue de Cristo… Trazer ovelhas para o redil da Santa Igreja… Ser mártir… Isso era o que movia a alma dos homens de fé daqueles tempos. Isso forjou um Junípero Serra, um Toríbio de Benavente, um São Luís Beltrão, um São Pedro Claver, um José de Anchieta!… Nós talvez não tenhamos os mesmos ideais de heroísmo. Mas não neguemos aos que os tiveram esse direito. Saibamos compreender, e
quem sabe?  Admirar” (pp.16-20).

A  “VIOLAÇÃO  DA  CULTURA  INDÍGENA”

“Outro equívoco, um pouco diverso do da “invasão do território”, é o do “atentado à cultura”. A invasão teria sido feita em completo desres­peito pela cultura indígena, que foi assim destruída, num autêntico crime de “genocídio cultural”. Alguns argumentam que teria sido melhor para os índios que os europeus nunca tivessem vindo à América.

Já Charles Darwin observava que “sempre que se põem em conta­to duas culturas, uma superior e outra inferior, a cultura inferior sofre imediatamente de um declínio de população, por perda dos grandes referenciais que sustentam a cultura primitiva”1. Hoje em dia, a mentalidade relativista dominante apresenta uma forte ojeriza pelas classificações absolutas e por isso não admite que se considere uma cultura como inferior ou superior. Mas, ao menos do ponto de vista técnico, é simplesmente inevitável reconhecer o primitivismo da cultura ou da civilização indígena brasileira: “Sem escrita e sem história, [os índios brasileiros] encontravam-se pouco mais que na era da pedra polida”2.

Os resultados do encontro de uma cultura tão frágil com a do Renascimento europeu tinha do ser, sob muitos aspectos, perturbador e desastroso: “Era muito difícil, se não impossível, que os indígenas compreendessem o modo de vida dos europeus, como era difícil aos europeus compreenderem por que os indígenas, não assimilavam a cultura européia”1.

Os primeiros a perceberem essa dificuldade, e todos os problemas que trazia consigo, foram exatamente os missionários, sobretudo franciscanos e jesuítas,
justamente os mais acusados de descaso em relação à cultura indígena. Percebendo o abismo cultural que separava a Europa da América e buscando
preservar ao máximo os valores indígenas diante do choque cultural que se mostrava inevitável, procuraram criar as condições mais favoráveis para
transmitir sem traumas aos índios a cultura européia. Assim nasceram as missões ou reduções, que se espalharam por todo o continente, do Alasca à Terra do Fogo, do Atlântico ao Pacífico.

Hoje, a quinhentos anos de distância, parece muito fácil encontrar pontos falhos e fazer críticas às missões, sobretudo porque, além do catecismo, também se ensinavam aos índios as mais modernas técnicas européias em todos os campos, da agricultura à ourivesaria, da contabilidade ao canto polifônico. Mas “que faríamos nós naquela época, inseridos na mentalidade de então? […] O fato é que aqueles missionários partiam de uma série de pressupostos e agiam em conseqüência; escolhida a direção, não mediam esforços. E tinham como primeiro pressuposto o fato de que ninguém pode ser forçado à integração com outra sociedade tão diferente. Por isso respeitaram muito, talvez mais do que atualmente, os valores da sociedade indígena”2.

Assim como há valores culturais que são absolutos, também há conhecimentos técnicos que constituem patrimônio da humanidade e que não podem ficar restritos a um grupo ou a uma nação. Seria justo que os conhecimentos das mais recentes descobertas da genética, ou da tecnologia de sementes, ou dos transplantes de órgãos, ou da clonagem, ficassem reduzidos a um pequeno grupo que os manipulasse segundo seus próprios critérios internos? Seria justo recusar a um setor da humanidade os benefícios alcançados por outro? Imaginemos por momento que um grupo de cientistas suecos descobrisse a cura real e efetiva da Aids, mas que se recusasse a fornecer essa descoberta aos países africanos – precisamente aos que mais necessidade têm dela -, sob a alegação de que eles são de outra cultura. Que justos e indignados clamores subiriam de todas as partes do mundo contra essa prepotência!

Esse era precisamente o problema com que se defrontavam os missionários do século XVI, quando a colonização efetivou o contato da sofisticada tecnologia do Renascimento com as técnicas neolíticas das tribos brasileiras1.

Quais eram os conhecimentos técnicos dos indígenas do Brasil? “Destaque-se a bebida fermentada, o cauim, os artigos de produção indígena: madeiras, peles, carnes e peixes, pássaros e ervas medicinais, e talvez mais alguns poucos produtos que se comercializavam entre o planalto e a praia. Mas não passamos disso: uma técnica rudimentar que consistia na transmissão, de geração em geração, do resultado de diversas experiências de acerto e erro”2. Em contraste, qual era o conhecimento técnico efetivamente trazido ao Brasil pelos europeus? Poderíamos estender-nos por várias páginas falando de edificação, metalurgia, hidráulica, pavimentação, construção de pontes, indústria alimentícia, arte têxtil, técnicas agrícolas, pastoreio, criação de gado, carpintaria, estatuária, ourivesaria, etc. Seria justo reservar esse conhecimento ao homem brando e não permitir que os índios o aproveitassem também?

Mas o bom senso prevaleceu e muitos colonizadores, particularmente os missionários, se dispuseram a ensinar as técnicas da Europa aos índios, com o evidente interesse de ajudá-los, e não como uma afronta premeditada à sua cultura. Aliás, essa ausência de preconceito cultural fica evidente na medida em que, por sua vez, os colonizadores adotaram com toda a simplicidade os costumes e técnicas indígenas que julgaram melhores que os seus, como por exemplo o uso da rede… e o banho frequente.

Se fôssemos considerar isso um genocídio cultural, teríamos que denunciar também as influências maléficas sofridas pela cultura ocidental. Um dos costumes que passou de um lado para o outro foi, por exemplo, o hábito indígena de fumar. Haveria hoje no mundo um tribunal que aceitasse um processo contra os índios e os missionários, movido pelo mais delirante inimigo do cigarro, pedindo uma indenização pelos males que o fumo brasileiro fez nos costumes, na cultura e na saúde dos europeus? Ou deveremos pelo menos exigir dos índios um pedido de perdão pela propagação da nicotina na Europa?

Mas, para que pudesse haver qualquer transmissão de conhecimentos, havia uma condição prévia que era o domínio da língua. Foi o que perceberam os missionários. E, fato curioso, ao invés de “imporem” aos “dominados” a língua européia “dominante” – veículo aliás muito mais apto para transmitir os conhecimentos técnicos que desejavam transferir -, a primeira medida que tornaram foi aprender as línguas indígenas e compendiá-las em gramáticas.

E, se hoje conhecemos a língua tupi na sua forma clássica, é porque o padre Anchieta cometeu a “afronta” cultural de recolhê-la e dar-lhe uma forma escrita, criando ao mesmo tempo a primeira poesia, o primeiro teatro e a primeira literatura em tupi que se conservaram até hoje. A quase totalidade das línguas indígenas que sobreviveram até os nossos dias, só o fizeram porque os missionários, já nos primeiros contatos, se empenharam em estudá-las e conservá-las.

Qual foi o resultado desse imenso trabalho de aculturação que durou três séculos e que não teve paralelo na história? Está exposto e analisado em uma imensa quantidade de obras dedicadas ao assunto. Mas tomemos o testemunho dos próprios indígenas, mais expressivo e facilmente verificável através de uma reação sintomática. Quando, depois da Independência da América, os índios foram convidados a autogerir-se e organizar-se, aqueles que tinham sido formados nas colônias inglesas optaram por voltar à sua cultura de origem. Já a totalidade dos indígenas que haviam sido formados nas culturas latinas e católicas preferiram continuar nos novos costumes¹.

Aliás, essa constatação remete a um aspecto curioso do debate sobre a integração ou preservação da cultura indígena. Muitos clamam e opinam sobre o que se deve fazer a respeito dos índios. Mas poucos, pouquíssimos, se preocupam de investigar junto aos índios o que eles realmente desejam, antes de serem doutrinados pelas ONGs e pelos seus antropólogos…

Há uma corrente sociológica, e talvez também ideológica e política, que defende acirradamente a idéia do isolacionismo: o índio, ainda hoje, deveria ser mantido à margem da influência do branco. Mal comparando, e pedindo desculpas pela crueza da expressão, parece que essas pessoas preferem manter os índios numa espécie de “jardim zoológico” cultural, para objeto da curiosidade e do estudo dos outros povos. Se os índios real e livremente assim o desejarem, tudo bem. Mas será que o querem? Quando os vemos vestindo roupas “de branco”, jogando futebol, comercializando seu mogno e suas pedras no exterior, adquirindo televisores e video-cassetes, tendo “sites” na Internet e falando em celulares, é difícil achar que realmente o queiram².

Ora, se eles não quiseram ir para o “zoológico”, quem terá autoridade para impedi-los? Não terão eles o direito de buscar o convívio social e a integração com os outros povos? Exageros à parte, bem cabe aqui o comentário de Olavo de Carvalho: “Muitos de nossos índios abandonaram a cultura tribal, entraram na nova sociedade, adotaram a religião cristã. O Parlamento e as Universidades estão repletos deles, e cada família antiga deste país se orgulha de Ter mais que uma gota de sangue indígena. Os outros caíram vítimas de uma antropologia maluca […] e empenhada em conservá-los como objetos de museu e bichinhos de estimação. Os primeiros representam a força e a glória das raças indígenas. Os segundos, a vergonha e a morbidez de um atavismo insano, alimentado e manipulado por um dominador mais rico e malicioso do que aquele contra o qual hoje ostentam uma revolta esquizofrênica e deslocada no tempo”¹.

Fala-se muito, atualmente, dos males que os europeus trouxeram aos índios da América, e particularmente do Brasil. Mas a justiça e a eqüidade mandariam perguntar: será que não trouxeram também algo de bom? “Será que a contribuição do homem branco no Brasil e na América se limitou ao genocídio dos povos nativos e à destruição da sua cultura, sem que tenha acrescentado mais nada em matéria de princípios civilizatórios, de religião, de arte, de direito, de moral, de tecnologia, de pensamento, de ciência, decisivos para a formação de nossa personalidade nacional e da nossa identidade cultural?  Será que o homem branco só trouxe devastação? Ou introduziu, ao mesmo tempo, certas instituições, certos princípios e valores essenciais para nossa vida e nossa cultura? Em suma, será que não valeu a pena construir o Novo Mundo, este onde respiramos e que lutamos por aperfeiçoar? No caso do Brasil, seria melhor que, após a chegada de Cabral, os portugueses se fizessem ao largo para sempre, abandonando aqueles homens e mulheres cor de cobre à bem-aventurança paradisíaca?²” (pp. 24-31).

_____________________

¹ Ed. Quadrante, São Paulo 2000, 110 x 170 mm, 70 pp.

¹ Maxime Haubert, Índios e jesuítas no tempo das missões, Companhia das Letras- Círculo do Livro, São Paulo, 1990, págs. 14 e 47. Em 1570, por exemplo, o padre Inácio de Azevedo, que já estivera no Brasil como visitador apostólico, retornava para cá com trinta e nove missionários novos. A expedição partiu de Lisboa a 5 de junho. No dia 15 de julho, entre as ilhas de Terça-Corte e Las Palmas (Canárias), o navio foi atacado por piratas franceses calvinistas chefiados por um espanhol, Jáquez Soria, e todos os jesuítas massacrados e lançados ao mar. Em outubro do ano seguinte, aconteceu o mesmo com outros doze jesuítas chefiados pelo padre Pero Dias; o barco, que trazia também o novo governador-geral Luís de Vasconcelos, caiu nas mãos de outro corsário francês, Jean Capdeville, que matou o governador e martirizou os religiosos.

² “A maioria dos padres e dos monges fogem dessa terra ingrata e hostil, onde colonos pobres demais só podem oferecer-lhes rendas irrisórias e onde só se arriscam a ser martirizados por selvagens pagãos” (ibid., pág. 40).

¹ Ibid., págs. 52 e 53.

² Ibid., pág. 56.

³ Olavo de Carvalho, loc. Cit.

¹ Pergunte e responderemos, n. 355, dezembro de 1991, pág. 19.

² Jorge Pimentel Cintra, O impacto das novas técnicas na América, comunicação apresentada no Congresso América 92, organização pela Faculdade de Filosofia e Letras da USP.

¹ Pergunte e responderemos, n. 355, dezembro de 1991, pág. 18.

² Jorge Pimentel Cintra, op. Cit.

¹ Esse tema é abordado no belo trabalho de Jorge Pimentel Cintra, professor de Filosofia da Ciência e da Técnica na Escola Politécnica da USP, que já citamos e que nos servirá de guia para todo este parágrafo.

² Jorge Pimentel Cintra, op. Cit.

¹ Pergunte e responderemos, n. 358, março de 1992, pág. 6.

² Cfr., por exemplo a Folha Revista de 16.04.2000, com reportagem a respeito da primeira “grife” indígena de alcance nacional; o artigo O mito do índio, de Miguel Reale, em O Estado de São Paulo, 26.06.92; a reportagem de Márcia Guerreiro, Tutu Pombo, o cacique que ganha dinheiro, em O Estado de São Paulo, 21.06.1990; ou ainda a de Roldão Arruda, em O Estado de São Paulo de 6.08.2000.

Compartilhe!

    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
    Adicionar a favoritos link permanente.