14/07 – São Camilo de Léllis

camilo_de_lellis_11Os caminhos de Deus são infinitos. Camilo de Léllis (nascido em Bucchiànico de Chieti) impôs-se à veneração do mundo inteiro também por causa de um pequeno tumor que teimava a reaparecer, obrigando-o a ficar periodicamente no hospital de São Tiago em Roma. Seu pai, marquês, homem de armas, deixou ao filho Camilo a herança de sua coragem e da sua espada. O jovem, tendo ido a Roma para tratar-se do seu incômodo no pé, internou-se em são Tiago, pagando a diária com o trabalho de servente. Mas o vício do jogo fê-lo perder literalmente a camisa, além do minguado dinheiro adquirido como soldado de aventura. Pondo-se depois a serviço dos capuchinhos, enquanto cavalgava para o convento entre duas cestas de provisões, sobre a estrada de são João Rotondo e Manfredônia, como são Paulo na estrada de Damasco, foi fulminado pela graça. Decidido a mudar de vida, pediu para entrar no convento franciscano, mas a úlcera no pé impediu de fazer parte da família de são Francisco. Voltou a Roma para tratar-se do obstinado incômodo, e desta vez se dedicou ao serviço dos enfermos com outro espírito. Ficou como ajudante voluntário. Assíduo aos leitos dos doentes mais repugnantes, dizia-lhes com tom de segurança: “Mandem em mim, porque vocês são meus patrões.” O domingo e as poucas horas de liberdade passava-os ao lado de São Filipe Néri, cuja influência foi determinante para a obra que estava para empreender. Havia apenas acabado o Ano Santo de 1575, durante o qual os poucos hospitais romanos tinham se mostrado de todo insuficientes para enfrentar o número de peregrinos necessitados de assistência. Camilo de Léllis fundou então a Congregação dos Ministros, isto é, servidores dos enfermos, porque a função principal dos membros da nova congregação era a de dedicar-se ao cuidado espiritual e à assistência corporal dos doentes. Dois anos após Camilo foi ordenado sacerdote. Durante vinte anos dirigiu com firmeza quase militar os seus religiosos. Nenhum compromisso podia tirar São Camilo do leito dos enfermos: “Tenham paciência – dizia a quem o chamava alhures – estou ocupado com Nosso Senhor Jesus Cristo.” Sete anos antes da morte, que foi em Roma a 14 de julho de 1614, Camilo de Léllis renunciou ao cargo de superior geral. Seu corpo é venerado em Madalena em Roma. Foi inscrito no álbum dos santos em 1746 e declarado em 1886 patrono dos enfermos e dos hospitais, junto com João de Deus.

Outros Santos do mesmo dia: Santo Deúsdedit, São Marcelmo, São Ulirico de Zell, Beata Horosnata, Beato Bonufácio de Sabóia, Beato Humberto de Romans, Beato Gaspar de Bono, São Francisco Solano, Santa Lupercila, Santa Toscana, São Vicente Maldegário, Beato Rafael de Barleta, Santo Justo, São Liberto e São Marquelmo.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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